Morre Oscar Schmidt; veja a repercussão da morte do ídolo do basquete
17/04/2026
(Foto: Reprodução) Plantão: Oscar Schmidt, maior ídolo do basquete brasileiro, morre em SP aos 68 anos
Ídolo do basquete brasileiro, Oscar Schmidt morreu nesta sexta (17), aos 68 anos. Em nota, a família de Oscar lamentou a morte e lembrou sua trajetória. O velório e enterro serão restritos à família e amigos.
Também conhecido como "Mão Santa", Schmidt foi um dos principais responsáveis por popularizar o esporte no país e ganhou reconhecimento internacional. Em cinco participações olímpicas pelo Brasil, tornou-se o maior cestinha da história dos Jogos.
Atletas, amigos e familiares lamentaram sua morte nas redes sociais. Veja a repercussão abaixo:
Liga Nacional de Basquete (NBB)
"Hoje o basquete brasileiro se despede de uma lenda. 🖤🏀Oscar Schmidt, o Mão Santa, marcou gerações e escreveu seu nome para sempre na história do esporte. Segundo maior pontuador da história, membro de múltiplos Halls da Fama e dono de feitos eternos com a camisa do Brasil e por onde passou.
Ao longo de sua carreira, somou impressionantes 49.973 pontos e também se tornou o maior cestinha da história das Olimpíadas, com 1.093 pontos. Pela Seleção Brasileira, conquistou o ouro no Pan-Americano de 1987 e foi três vezes campeão sul-americano, em 1977, 1983 e 1985.
Por clubes, construiu uma trajetória igualmente vitoriosa, com três títulos brasileiros, um título sul-americano de clubes campeões, um título mundial, seis conquistas do Campeonato Paulista e dois títulos do Campeonato Carioca.
Obrigado por tudo, Mão Santa. 👑🇧🇷"
Ministério dos Esportes
O Ministério do Esporte manifesta profundo pesar pelo falecimento de Oscar Schmidt, ocorrido nesta sexta-feira (17), aos 68 anos.
Conhecido mundialmente como “Mão Santa”, Oscar foi um dos maiores nomes da história do basquete e um dos maiores atletas do esporte brasileiro. Ao longo de uma carreira brilhante, construiu marcas impressionantes, sendo o segundo maior pontuador da história do basquete, com 49.737 pontos, e o maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos.
Pela Seleção Brasileira, deixou um legado inesquecível, é o maior cestinha da história, com 7.693 pontos. Destaque para a histórica conquista da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, sobre os anfitriões norte-americanos, além de participações memoráveis em cinco edições dos Jogos Olímpicos: Moscou 1980, Los Angeles 1984, Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996, sempre com atuações de excelência e protagonismo.
No dia 8 de abril, Oscar foi homenageado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), com a cerimônia oficial de inclusão do ex-atleta no Hall da Fama da entidade.
“Oscar, o nosso querido ‘Mão Santa’ teve uma trajetória esportiva que encheu de orgulho a todos os brasileiros. Com seu desempenho nas quadras do Brasil e do mundo, conseguiu dar ao basquete brasileiro uma visibilidade única. Nesse momento de tristeza para o esporte brasileiro, nos solidarizamos com a família, com os amigos e com os fãs desse grande atleta que jamais será esquecido por nós”, disse o ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, que esteve presente na cerimônia de inclusão de Oscar no Hall da Fama.
Nascido em Natal (RN), Oscar Daniel Bezerra Schmidt não apenas elevou o nome do Brasil no cenário esportivo internacional, como também inspirou gerações de atletas e apaixonados pelo basquete, tornando-se um símbolo de talento, dedicação e amor ao esporte.
Neste momento de dor, o Ministério do Esporte se solidariza com familiares, amigos, fãs e toda a comunidade esportiva, expressando suas mais sinceras condolências. Seu legado permanecerá eterno na história do esporte brasileiro e mundial.
Felipe Schmidt, filho de Oscar
UM ÍDOLO PARA O MUNDO, UM PAI PARA MIM
Hoje o mundo perde um ídolo, e eu perco meu pai. Hoje não está sendo um dia fácil. Quando as pessoas diziam que a dor de perder um pai ou uma mãe é inexplicável, elas tinham razão. Um vazio se cria dentro de você, você fica sem chão, e parece que um pedaço de você foi arrancado.
Mas o tempo cura tudo, e essa dor vai ficar mais fácil de lidar. Ela nunca vai sair de mim, porém vai amenizar.
Queria pedir que respeitassem minha família neste momento duro e que nos deixem viver o nosso luto. Mas também que celebrem a vida que meu pai teve dentro e fora das quadras. Ele foi um herói e deixou um legado no basquete que poucos alcançaram.
E, como filho, eu só tenho a dizer: pai, vou sentir a sua falta. Vou honrar tudo o que você me ensinou a ser como homem e tentar ser ao menos 10% do ser humano que você foi. Você foi um exemplo de vida para mim, e eu nunca, nunca vou te esquecer.
Agora descansa em paz, pai. Dá um oi para a nossa Nona. Você está no hall da fama da vida.
NBA Brasil
A NBA lamenta profundamente o falecimento de Oscar Schmidt, lenda eterna do basquete brasileiro e um dos maiores nomes da história do esporte que tanto amamos.
Oscar chegou a ser selecionado no Draft da NBA de 1984, mas optou por seguir defendendo a Seleção Brasileira, pela qual conquistou diversos títulos, entre eles o histórico Ouro no Pan-Americano de 1987.
Nesse momento de profunda tristeza, os pensamentos estão com a família, amigos e milhões de fãs do nosso eterno Mão Santa.
Palmeiras
Com profunda tristeza, a Sociedade Esportiva Palmeiras lamenta o falecimento, aos 68 anos, do lendário Oscar Schmidt, ídolo do esporte brasileiro e um dos principais jogadores de basquete de todos os tempos.
Maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos e integrante do Hall da Fama da NBA – mesmo sem nunca ter atuado na liga americana –, o Mão Santa deu seus primeiros passos como atleta profissional vestindo a camisa alviverde.
Foi no Palmeiras que o ala de talento incomum iniciou uma caminhada marcada por vitórias, conquistas e recordes. A estreia no time adulto do Verdão aconteceu aos 17 anos, em 30 de agosto de 1975, no ginásio do Sírio, onde marcou os primeiros dos 49.973 pontos que anotaria ao longo da carreira.
No ano seguinte, participou do elenco campeão paulista, dividindo quadra com nomes consagrados como Ubiratan, Carioquinha e Ghermann. Mas foi em 1977 que o craque deixou de ser promessa para se tornar protagonista.
Naquela temporada, o Palmeiras conquistou o Campeonato Brasileiro em uma final histórica contra o Flamengo, em Belo Horizonte (MG), garantindo o primeiro título nacional do clube na modalidade. Despediu-se do Alviverde em 1978 para dar sequência a uma das brilhantes trajetórias da história do esporte nacional.
Diagnosticado com câncer no cérebro em 2011, transformou-se também em um exemplo de fé, perseverança e amor à vida.
Neste momento de dor e saudade, o Palmeiras se solidariza com os familiares, amigos e fãs do imortal Oscar Schmidt.
Seleção Brasileira de Basquete (CBB)
Um símbolo eterno no peito do basquete brasileiro.
Este patch é mais do que uma homenagem. É memória, é respeito, é gratidão por tudo o que Oscar Schmidt representou dentro e fora das quadras. Essa será a capa das redes sociais da CBB.
Que ele esteja presente em cada jogo, em cada camisa e em cada arremesso. Eterno Mão Santa. 🏀🇧🇷
Flamengo
O Clube de Regatas do Flamengo lamenta profundamente o falecimento de um dos maiores ídolos da história do nosso basquete e do esporte mundial: Oscar Schmidt. O eterno Mão Santa honrou o Manto Sagrado com sua genialidade, paixão e arremessos inesquecíveis, marcando época na Gávea e enchendo de orgulho a Nação Rubro-Negra. Seu legado absoluto transcende as quadras e inspirará gerações eternamente. Nossos mais sinceros sentimentos aos familiares, amigos e a todos os fãs neste momento de imensa dor. Descanse em paz, lenda. 🖤
Presidente Lula
Oscar Schmidt, o "Mão Santa", foi o maior ídolo da história do basquete brasileiro e um dos maiores cestinhas da modalidade. Exemplo de obstinação, talento e de amor à camisa da Seleção.
Ao longo de décadas, uniu o país em torno das quadras, com arremessos inesquecíveis e liderança indiscutível. Disputou cinco Olimpíadas e se tornou o maior pontuador da história dos Jogos.
Pela seleção, o momento mais simbólico ocorreu na final dos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, quando conduziu o Brasil na vitória por 120 x 115 sobre os Estados Unidos, a primeira derrota dos norte-americanos em casa na história da competição. Oscar também conquistou o bronze no Mundial de 1978, disputado nas Filipinas.
Sua dedicação elevou o nome do pais e fez dele inspiração para gerações de atletas e amantes do esporte.
Neste momento de pesar, deixo minha solidariedade à família, aos amigos e à legião de fãs que ele conquistou no esporte.
Felipe Andreoli
Como apaixonado por basquete, sempre fui muito fã do Oscar.
Lembro de ter visto um jogo entre Brasil x Alemanha no ginásio do Ibirapuera, acho que em 1986, no auge dele, e depois do jogo pude ir ao vestiário e me recordo dele me pegar no colo e ser muito divertido e carinhoso.
Jamais imaginaria, tanto tempo depois, ter compartilhado tantos momentos marcantes com meu idolo.
Entrevistas, reportagens e muita risada, sempre.
Me lembro do dia em que o entrevistamos no Sportv e eu derrubei o anel do Hall of Fame of Basketball no chão. Foram segundos de desespero...e claro, ele me sacaneou muito depois.
Mas o momento mais inesquecível foi um jantar oferecido pro Kobe Bryant, em que a estrela principal foi o nosso Oscar!
O Kobe não parou de reverenciar nosso ídolo durante toda a noite
Deu um orgulho danado
Orgulho dessa máquina - treinada - de jogar basquete.
Obrigado por tanto, ídolo, gênio eterno do esporte mundial.
Sempre vou lembrar de você com muito carinho e um sorriso no rosto
Esta matéria está em atualização.
Oscar Schmidt se tornou palestrante após encerras sua carreira.
Reprodução/Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Montes Claros