Família reconhece terceiro corpo encontrado em cemitério clandestino de Heliópolis como gerente de produtora de funk

  • 29/05/2026
(Foto: Reprodução)
Família reconhece terceiro corpo encontrado em cemitério clandestino de Heliópolis como gerente de produtora de funk A família reconheceu nesta sexta-feira (29) o terceiro corpo encontrado em um cemitério clandestino em Heliópolis, na Zona Sul de São Paulo, como sendo de Werlen Moitinho Vieira. Ele era gerente da produtora DamassaClan, ligada aos cenários do funk e do rap na capital, e estava desaparecido desde 21 de maio. O corpo dele e de outras três pessoas foi localizado na segunda (25) em uma área de proteção ambiental utilizada pela Sabesp, próxima aos chamados “prédios redondos” (leia mais abaixo). A Polícia Civil investiga a relação entre produtoras musicais do cenário do funk e do rap e os desaparecimentos e também trabalha com a hipótese de execução ligada ao crime organizado. Segundo apurou a TV Globo, familiares estiveram no Instituto Médico Legal (IML) Central e conseguiram confirmar a identidade por semelhança física. Werlen era gerente da produtora DamassaClan, ligada aos cenários do funk e do rap na capital, e estava desaparecido desde a última quinta-feira (21). Reprodução/Arquivo pessoal Os peritos também recorreram a uma análise antropológica das falanges — os pequenos ossos que formam os dedos das mãos e dos pés — para realizar o reconhecimento da vítima. A técnica utilizada pela Polícia Técnico-Científica permite estimar características como idade, estatura e, em casos de morte violenta, auxiliar na identificação de lesões e circunstâncias da morte. O exame pericial, no entanto, ainda não foi concluído. O corpo também não foi liberado para a família "por questões técnicas e jurídicas", segundo os peritos. A expectativa é que a liberação ocorra em até uma semana. A Polícia Civil já havia confirmado oficialmente a identidade de outras duas vítimas encontradas enterradas na área de mata utilizada pela Sabesp: o cantor de funk Jonas Barros de Oliveira, conhecido artisticamente como MC GG ou "Gigante", de 25 anos, e Francisco Rubens Souza Cruz, de 46 anos. Ambos haviam sido reconhecidos por familiares. Segundo as investigações, Werlen e Rubens trabalhavam para a DamassaClan. O quarto corpo encontrado no terreno ainda não foi identificado. De acordo com os investigadores, a vítima estava em estágio mais avançado de decomposição. O IML realiza exames de DNA e análise da arcada dentária para tentar confirmar a identidade. Por causa da complexidade do caso, o resultado deve demorar mais tempo. O g1 procurou a produtora DamassaClan, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. A Polícia Civil identificou os corpos de Jonas Barros de Oliveira, conhecido como 'Gigante' (à esq.), e Francisco Rubens Sousa Cruz. Reprodução Investigação Os corpos foram localizados entre segunda (25) e terça (26) em uma área de proteção ambiental utilizada pela Sabesp, próxima aos chamados “prédios redondos”, na região de Cidade Nova Heliópolis. A produtora DamassaClan publicou nas redes sociais, após o desaparecimento de Werlen, uma mensagem afirmando que ele havia sido "assassinado de forma cruel" e sugerindo uma relação entre o caso e a morte do cantor MC Kevin. A postagem foi apagada posteriormente e passou a integrar as linhas de investigação do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). A produtora voltou com a publicação nas redes sociais nesta sexta-feira (29). Até o momento, a polícia afirma não ter encontrado elementos que comprovem essa ligação. Os corpos foram encontrados em uma área de proteção ambiental utilizada pela Sabesp, próximo aos chamados “prédios redondos”, na região de Cidade Nova Heliópolis. Arquivo pessoal O cemitério clandestino foi descoberto na segunda-feira (25) por guardas civis metropolitanos durante um patrulhamento ambiental em uma área de proteção ambiental próxima aos chamados "prédios redondos", em Cidade Nova Heliópolis. Inicialmente, três corpos foram encontrados. No dia seguinte, policiais localizaram uma quarta vítima enterrada no local. Pela forma como os corpos estavam enterrados, pelos sinais de violência e pelas características da área utilizada para ocultação dos cadáveres, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de execução ligada ao crime organizado. A motivação dos crimes, porém, ainda não foi esclarecida. No fim do ano passado, um corpo foi encontrado enterrado na mesma rua, em uma área de proteção ambiental utilizada pela Sabesp. Na ocasião, a GCM percebeu uma pedra recém-colocada e marcas recentes de ferramentas no solo. A suspeita inicial é de que o terreno possa ter sido usado como um cemitério clandestino. Arquivo pessoal A Polícia Civil investiga se quatro corpos encontrados enterrados em um terreno em Heliópolis, na Zona Sul de São Paulo, são de funcionários de uma produtora de funk que estão desaparecidos desde a última semana. Arquivo pessoal

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/05/29/familia-reconhece-terceiro-corpo-encontrado-em-cemiterio-clandestino-de-heliopolis-como-gerente-de-produtora-de-funk.ghtml


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