Erika Hilton, Sâmia Bomfim, Eduardo Suplicy e Guilherme Cortez participam de Parada LGBT+ em SP

  • 07/06/2026
(Foto: Reprodução)
Erika Hilton durante discurso na Parada LGBT+ Letícia Dauer/g1 Diversos parlamentares e políticos de partidos de esquerda participaram da 30ª edição da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo neste domingo (7), na Avenida Paulista, no Centro da capital. Entre eles estão a deputada federal Erika Hilton (PSOL), Sâmia Bomfim (PSOL), o deputado estadual Guilherme Cortez (PSOL-SP), o deputado estadual Eduardo Suplicy (PT), a deputada federal Tabata Amaral (PSB), a vereadora de São Paulo Keit Lima (PSOL), vereadora de São Paulo Luana Alves (PSOL), vereadora Amanda Paschoal (PSOL), vereadora do Rio de Janeiro Monica Benicio (PSOL), deputada estadual Thainara Faria (PSOL) e a deputada federal Daiana Santos (PCdoB). Durante discurso no primeiro trio elétrico, a deputada federal Erika Hilton destacou a ocupação do espaço público. Segundo ela, a Parada representa a afirmação de direitos e a denúncia das violências que ainda atingem a população LGBTQIA+ no país. “A gente ocupa os espaços que são nossos por direito. Nós seguiremos denunciando a violência que ainda assola a nossa comunidade. São dez anos da execução brutal de Luana Barbosa. Nós temos Laura Vermont e uma série de outras vítimas dessa sociedade cruel, odiosa e LGBTfóbica”, afirmou. Erika ressaltou o caráter simbólico da manifestação na Avenida Paulista, que chega à 30ª edição. “Hoje nós tomamos a Avenida Paulista, como fazemos há 30 anos, para dizer: ‘nossas vidas importam’. Nenhum direito a menos, nenhuma vida a menos. Nós queremos amar, nós queremos viver, nós queremos celebrar, e nós vamos continuar”, disse. Ao final do discurso, Erika convocou o público a transformar a mobilização em pressão política institucional. “A rua chama e a urna confirma”, disse, relembrando o mote do evento, ao defender a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e criticar o ex-presidente Jair Bolsonaro. A parlamentar também reforçou a defesa da Proposta de Emenda à Constituição que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. “Vamos usar a força da nossa comunidade para pressionar o Senado. O Brasil quer mais tempo, quer descanso e quer dignidade”, concluiu A deputada federal Sâmia Bonfim (PSOL- SP)(c) fala aos participantes da 30ª edição da Parada do Orgulho LGBT+, com concentração na Avenida Paulista TABA BENEDICTO/ESTADÃO CONTEÚDO/ESTADÃO CONTEÚDO A deputada federal Daiana Santos (PCdoB) também discursou e enfatizou o enfrentamento às diversas formas de violência contra mulheres negras e LGBT+. Em sua fala, dedicou o momento à memória de Luana Barbosa e às mulheres que atuam contra o encarceramento e outras violações de direitos. “Para todas essas mulheres que atuam contra essas violências, em nome da minha querida Luana, pela memória de Luana, para que a gente não esqueça nunca”, afirmou. Segundo a parlamentar, a Parada é um espaço de afirmação política e de construção coletiva. “Lembrando quem somos, por quem lutamos, mas principalmente por que lutamos: por um Congresso mais justo e por políticas públicas que se alarguem com a nossa existência”, disse. Vereadora Keit Lima e deputado Guilherme Cortez Letícia Dauer/g1 Daiana destacou ainda o caráter histórico do evento como símbolo de resistência. “Essa é uma Parada que traz o nosso DNA, o símbolo da luta, mas também da resistência”, completou. O deputado estadual Eduardo Suplicy também discursou ao público, ressaltando a importância da Parada como espaço democrático de manifestação. "Eu amo toda a população LGBTQIA+ desde o início da minha vida pública, quando vocês organizaram a primeira marcha. É importante que cada pessoa, não importa a sua orientação tenha o nosso respeito. Como é bonito estar aqui na avenida Paulista na parada LGBT". Em seguida, cantou uma música "pela paz", e iniciou com os versos de "Blowin’ in the Wind", de Bob Dylan, acompanhado por parte do público. Monica Benício começou sua fala lembrando a morte de Marielle Franco. “A primeira vez que fiz isso aqui, eles tinham acabado de assassinar Marielle Franco. E nós, apesar da violência, avançamos em nome da memória com respeito por aquele e aquelas que vieram antes, mas sobretudo para construir um futuro de dignidade para nós”. Monica também direcionou seu recado aos políticos que não apoiam o evento e aos patrocinadores que deixaram a Parada. "Apesar dos patrocinadores que correram, nós estamos aqui e da rua não sairemos”. O deputado Guilherme Cortez iniciou seu discurso lembrando dos patrocinadores que deixaram de apoiar o evento. “Eles pensaram que tirando os patrocinadores essa avenida estaria vazia. E essa Avenida Paulista está dando o recado que há 30 anos o nosso orgulho não vai voltar para o armário” Cortez também direcionou sua fala para o que chamou de “vereadores e deputados e incompetentes”: "Não tem mais o que fazer do que ficar se importando com a nossa república. Vão trabalhar, vão trabalhar pelo povo brasileiro. Nós somos parte do povo brasileiro. Nós pagamos as nossas contas, os nossos impostos e temos direito tanto quanto ele. Indecente mesmo é filme do Bolsonaro”, afirmou o deputado. "Vamos renovar esse congresso. Para cada Nicolas Ferreira vai ter um Cortez lá tocando o terror", ressaltou. A deputada Thainara Faria, em sua fala destacou a presença da Parada apesar da oposição. "Quem pensou que ia tirar a gente da rua, deve estar em casa chorando. A gente veio aqui com nosso brilho, com nossa cor, com nosso amor para mostrar que nós não dependemos da autorização de ninguém para existir". A parlamentar afirmou que o público "vai colocar na lata do lixo da história" o bolsonarismo. Luta política também se manifestou entre o público O discurso político não ficou restrito aos trios elétricos nem às lideranças presentes na Parada. Entre o público, a defesa de direitos e a preocupação com os rumos da democracia também marcaram presença. A avenida foi ocupada por famílias inteiras, inclusive crianças acompanhadas dos pais, apesar do projeto de lei aprovado em primeira votação na Câmara Municipal no mês passado que propõe restringir a participação de crianças e adolescentes no evento. Para Isabel e Sofia, que levaram a filha Elis à Parada, a medida representa um retrocesso. "É um espelho do que está acontecendo no Brasil e no mundo: uma tentativa de barrar direitos e promover retrocessos para grupos minorizados", afirmaram. Isabel e Sofia com a filha Elis na Parada LGBT+ em São Paulo Luiz Gabriel Franco/g1 A mobilização também reuniu participantes de outros países. Os argentinos Juan e German viajaram de Buenos Aires para acompanhar o evento. "Viemos para esta celebração e para esta luta. Estamos comemorando depois de muitos anos no armário, mas, ao mesmo tempo, temos o compromisso de transformar esse orgulho em ação política e apoiar quem defende nossos direitos", disse Juan. Argentinos Juan e German. Luiz Franco/g1 Ele destacou ainda que a Argentina foi pioneira na conquista de diversos direitos para a população LGBT+, como a lei de identidade de gênero, o casamento igualitário e políticas de inclusão voltadas à população trans, e reforçou que sua participação na parada é por uma "América Latina gay unida". Outros temas estiveram presentes em adesivos, faixas e adereços do público como menções ao caso Master, ao tarifaço e ao fim da escala 6x1. 30ª edição Participante da Parada do Orgulho LGBT+ de SP . Luiz Franco/g1 Com o tema "A rua convoca, a urna confirma", a Parada celebrou três décadas de mobilização da comunidade LGBTQIAPN+. O evento reforça a importância da ocupação das ruas como espaço de mobilização política e de reivindicação de direitos. Neste ano, o Brasil também celebra os 30 anos da urna eletrônica. Por isso, a escolha do tema faz referência às eleições e à importância da participação popular na democracia. A mensagem é que a mobilização nas ruas e o voto caminham juntos na defesa e na ampliação dos direitos da população LGBTQIAPN+. E embora avanços históricos tenham sido conquistados, especialistas e ativistas alertam que muitos desses direitos ainda permanecem vulneráveis a disputas políticas e tentativas de retrocesso. (Leia mais aqui.) Parada LGBT+ deve reunir multidão na 30ª edição em São Paulo Veja fotos: Parada LGBT+ em SP neste domingo (7) Letícia Dauer/g1 Hal Wildson, artista plástico, e Patrice Pauc, gestor cultural, pais da Thiago e Nina Luiz Gabriel Franco/g1 Participante da 30ª edição da Parada LGBT+ em SP Luiz Gabriel Franco/g1 Parada LGBT+ em São Paulo está em sua 30ª edição Luiz Gabriel Franco/g1 Participante da 30ª edição da Parada LGBT+em SP Luiz Gabriel Franco/g1

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/06/07/politicos-participam-de-parada-lgbt-em-sp.ghtml


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