Defesa de mulher que deu facada em cabeleireiro por causa da franja diz que ela sofre de transtorno psicótico e portava faca para se proteger de assaltos em SP

  • 11/05/2026
(Foto: Reprodução)
Cenas de descontrole e crimes A defesa da mulher que deu uma facada em um cabeleireiro após não gostar da franja, na Zona Oeste de São Paulo, na semana passada, disse que Laís Gabriela Barbosa da Cunha, de 27 anos, tem transtorno psicótico diagnosticado desde 2023 e interrompeu os remédios em razão de uma hepatite em tratamento. Segundo o advogado criminalista Murilo Augusto Maia, que representa a agressora, Laís faz tratamento em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e foi ao salão falar com o cabeleireiro Eduardo Ferrari, vítima da facada, "na tentativa de solucionar o problema" da insatisfação com o corte. A nota da defesa de Laís afirma que ela portava uma faca de cozinha na bolsa no dia do episódio, na terça-feira (5), "em razão de ter sido vítima de assalto nas proximidades do terminal rodoviário da Barra Funda". “Laís mora na cidade de Ribeirão Preto, retornou a São Paulo no último dia 05, oportunidade que teve para ir até o estabelecimento, onde foi tratada com desprezo e deboche. (...) [Ela] encontra-se extremamente abalada com toda a repercussão do caso, afirma que jamais pensou em tentar contra a vida de Eduardo e que portava uma faca de cozinha em razão de ter sido vítima de assalto nas proximidades do terminal rodoviário da Barra Funda”, disse o advogado. VÍDEO: mulher que esfaqueou cabeleireiro em SP explica porque cometeu o ataque “Laís foi diagnosticada com transtorno psicótico agudo e transitório não especificado em 2023, recentemente esteve internada com o quadro clínico de hepatite medicamentosa, sendo necessário interromper o uso dos medicamentos do tratamento que faz junto ao CAPS”, declarou. Reclamações da cliente Na nota enviada ao Fantástico, da TV Globo, o advogado Murilo Maia justificou que a mulher fez o corte em abril e que, já no dia seguinte, fez contato com o salão de Ferrari para demonstrar a insatisfação com o serviço prestado. No entanto, ao não conseguir resolver o problema por meio de mensagens eletrônicas, voltou a São Paulo pessoalmente. Conforme o g1 publicou, o episódio envolvendo Laís e o cabeleireiro Eduardo Ferrari aconteceu no salão dele na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo. Laís Gabriela Barbosa da Cunha, de 27 anos, foi autuada no 91° DP em SP por lesão corporal, ameaça e autolesão. Reprodução/TV Globo No dia do episódio, o crime foi registrado no 91º Distrito Policial (Ceasa) como lesão corporal, ameaça e autolesão. A advogada de defesa do profissional, Quecia Montino, disse que vai procurar o Ministério Público de São Paulo para que o crime seja reclassificado como tentativa de homicídio e homofobia. Segundo Montino, o cabeleireiro foi atacado por Laís Gabriela “de forma repentina, desproporcional e violenta pelas costas" numa conduta que ela classifica como “grave tentativa de homicídio”. “Causa preocupação o fato de que a própria autora dos fatos declarou, perante os policiais e à autoridade policial responsável, que teria se dirigido ao local com a intenção de 'matar esse viado desgraçado'", disse. Em vídeo enviado ao g1, Eduardo afirmou ainda estar profundamente abalado com o episódio e cobrou punição para a agressora. Para ele, o caso deve ser investigado como tentativa de homicídio: “Isso não pode ficar impune" (assista abaixo). Cabeleireiro atacado com faca por cliente em salão de SP diz estar abalado O que diz a Segurança Pública A Secretaria da Segurança Pública (SSP) foi procurada novamente no último sábado (9) e disse que “a tipificação inicial da ocorrência é realizada a partir dos elementos disponíveis no momento do registro, podendo haver reavaliação jurídica dos fatos no decorrer da investigação, conforme o surgimento de novas provas ou depoimentos, sem prejuízo à atuação policial ou da análise do Ministério Público e do Poder Judiciário”. Por meio de nota, a Polícia Civil lamentou o ocorrido no salão da Avenida Marquês de São Vicente e informou que “a Corregedoria da instituição instaurou procedimento para apurar todas as circunstâncias relativas ao caso”. Eduardo Ferrari deve prestar depoimento à Polícia Civil de São Paulo nesta segunda-feira (11). “A defesa entende que a dinâmica da agressão, a violência empregada, o local atingido e demais circunstâncias do caso merecem uma análise mais aprofundada pelas autoridades competentes”, afirmou a advogada do cabeleireiro. Mulher detida por dar facada em cabeleireiro vai responder por lesão corporal Veja a íntegra da nota da defesa de Laís Gabriela Cunha: "Em razão dos fatos ocorridos em 05 de maio de 2026, no salão de beleza de Eduardo Ferrari, localizado na Avenida Marquês de São Vicente, 405, Barra Funda, São Paulo - SP, prestamos os seguintes esclarecimentos: No dia 07 de abril de 2026, Laís compareceu ao estabelecimento para realizar procedimento capilar de mechas, sendo atendida por Eduardo, proprietário do salão de beleza. Lais permaneceu de costas para o espelho enquanto Eduardo realizava o serviço contratado. Em determinado momento, o profissional passou a efetuar o corte fio navalha, dividindo todo o cabelo de Laís, passando a navalha mecha por mecha. No dia seguinte ao procedimento, Laís percebeu que o resultado não foi o esperado. Profundamente abalada e em decorrência de um corte químico, decidiu em 13 de abril procurar o salão na tentativa de solucionar o problema, mas não obteve retorno dos profissionais responsáveis. No dia 14, inconformada com a falta de resposta, se excedeu nas mensagens de whatsapp, sendo informada pela equipe do salão que não seria possível dar continuidade ao atendimento por aquele canal, mas que estariam à disposição para entender e solucionar o problema. Portanto, é falsa a afirmação que Laís demorou 30 dias para questionar o procedimento realizado por Eduardo. Importante mencionar que Laís mora na cidade de Ribeirão Preto, retornou a São Paulo no último dia 05, oportunidade que teve para ir até o estabelecimento, onde foi tratada com desprezo e deboche. Laís foi diagnosticada com transtorno psicótico agudo e transitório não especificado em 2023, recentemente esteve internada com o quadro clínico de hepatite medicamentosa, sendo necessário interromper o uso dos medicamentos do tratamento que faz junto ao CAPS. Laís, encontra-se extremamente abalada com toda a repercussão do caso, afirma que jamais pensou em tentar contra a vida de Eduardo e que portava uma faca de cozinha em razão de ter sido vítima de assalto nas proximidades do terminal rodoviário da Barra Funda. Murilo Augusto Maia, advogado criminalista - OAB/SP 467.274" Mulher é detida ao dar facada em cabeleireiro por não gostar de corte de cabelo em SP

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/05/11/defesa-de-mulher-que-deu-facada-em-cabeleireiro-por-causa-da-franja-diz-que-ela-sofre-de-transtorno-psicotico-e-portava-faca-para-se-proteger-de-assaltos-em-sp.ghtml


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